Uma dica vital dentro de um relacionamento

 

Olá!

           

Que tal, hoje, nós aprendermos a mudar o paradigma da nossa comunicação com os outros? É bem simples, mas requer muita atenção de nossa parte e, para bem da verdade, um tanto de autocontrole.

 

Os relacionamentos humanos tendem a ser muito conflitantes. As pessoas discutem muito, todos querem ter razão. Mais parece uma competição do que um entendimento entre as partes. As pessoas se expressam acusando-se, umas as outras, por isso e por aquilo. Em contrapartida, o outro reage se defendendo de maneira também agressiva, e, ao invés de se entenderem criam um clima de afastamento e mágoa.

 

Mas isso pode ser mudado facilmente, bastando para isso alterar a maneira que nos comunicamos, aprendendo uma maneira mais eficiente de se esclarecer as coisas.

 

Para tanto vamos iniciar a conversa e a frase com “eu”. Sim, pois sou eu quem está descontente com alguma coisa e vou dizer isso a alguém.

 

Por exemplo: ao invés de dizer: “você deixou as roupas sujas jogadas no chão; acha que sou seu serviçal?”, diga: “eu não gostei de encontrar suas roupas no chão; gostaria que da próxima vez as colocasse no lugar certo, pois elas são de sua responsabilidade”. Percebe a diferença?

 

Outro exemplo: ao invés de dizer: “você não me ama, se me amasse faria ‘tal coisa’”. Diga: “eu gostaria que você me fizesse ‘tal coisa’”. É bem diferente, além de não ter implícita uma chantagem emocional, uma condição e exigência. Tem-se uma tendência a dizer que se uma pessoa nos ama faria isso ou aquilo. Gente, não é assim! Cada um ama do seu jeito. Não é porque alguém não faz determinada coisa que ela não nos ame, e nem quem faz significa que nos ame.

 

Este tal amor cheio de condições é uma necessidade de controle, de dominação, e, afetos positivos estão muito longe disso. Se uma pessoa faz tudo que eu quiser ela não me ama, ela é apenas submissa a mim, é uma marionete. Além do mais, em contra partida, eu não a amo. Não existe esse negócio de amor exigente. Isso não é amor, é uma patologia que não vem do amor e sim do desamor por si e pelo outro.

 

Então, se ama alguém comece a se exercitar para dizer “eu”: eu quero......; eu gosto...; eu não quero......; eu não gosto.... ; seja assertiva (o) e não agressiva (o) ou dramática (o).

 

Mas lembre-se, isso não só deve ser usado com as pessoas que amamos e sim com todas que nos relacionamos. Vamos trazer de volta o respeito pelo outro, mesmo que esse outro não aja da mesma maneira.

 

Você vai me dizer, mas o outro pode se recusar a atender o meu pedido. Sim, ninguém é obrigado a nada. Se essa recusa for algo vital para você e para o relacionamento, tente conversar e chegar a um ponto de equilíbrio; caso seja impossível cabe a você decidir se fica ou não dentro desse relacionamento. Mas para nossa felicidade, as discussões são em função de pontos quase nada vitais, então é bem possível se chegar a um acordo.

 

Mas cabe aqui lembrar uma tendência humana bem desinteligente: se relacionar com X na esperança de transformá-lo (a) em Y. Se você quer Y, vá atrás! Para que perder tempo tentando fazer o improvável?!?

Outubro de 2010.