Os Mensageiros do Inconsciente - Interpretação dos Sonhos

 

 

 

                    Desde os primórdios ouve-se falar sobre interpretação de sonhos. Há referências na Bíblia e nas mitologias greco-romanas, para citar algumas.

                    Os sonhos eram vistos como mensageiros dos deuses informando eventos futuros. Falava-se em previsão do futuro.

                    No campo psicológico, Freud, iniciou o estudo dos sonhos postulando que estes seriam desejos reprimidos do sonhador que se realizavam através dos sonhos.

                    Carl Gustav Jung, após estudar as teorias de Freud e realizar seus próprios estudos e pesquisas na área psicológica, atribuiu aos sonhos as mesmas características que estes tinham no passado. Ou seja, os sonhos seriam mensageiros, portadores das mensagens do inconsciente do sonhador, revelando não apenas desejos reprimidos ou não realizados mas, também, apresentando a realidade interna do sonhador; o caminho percorrido e o caminho a percorrer. Portanto, revelando uma mensagem contendo eventos relativos ao futuro da vida psicológica do sonhador.

                    Os sonhos trazem as mensagens numa linguagem simbólica. A chave para a compreensão desses símbolos está dentro do próprio indivíduo sendo, portanto, individual e particular. Ou seja, você sonha que está caminhando numa praia, e, um colega seu também sonha que está caminhando numa praia; embora os dois sonhos possam ser iguais, a mensagem que passam será diferente. Ao se falar em interpretação de sonhos não se pode generalizar. Esta depende da vivência de cada indivíduo. Para você, praia pode ser um local prazeroso e para seu colega uma lembrança desagradável.

                    Portanto, na Psicoterapia, quando se fala em interpretação de sonhos, está sendo referenciada a interpretação de uma mensagem do inconsciente. O inconsciente pode ser descrito, na maioria das vezes, como um "deus interior sábio" procurando revelar o melhor caminho a ser seguido para chegar-se ao autoconhecimento.

                    O que são os chamados sintomas neuróticos senão um sinal de alerta de que se está na contramão da própria vida!

                    Muitas escolhas erradas ou insensatas são feitas por que não se está em sintonia com o próprio mundo inconsciente. Não entendemos ou ouvimos o que o nosso sábio interior tenta nos revelar. Pode-se fazer uma analogia do inconsciente e do consciente comparando-os a um iceberg. A parte menor e visível do iceberg seria o consciente, a parte maior, submersa, invisível e traiçoeira, o inconsciente. Da mesma forma que o Titanic afundou ao bater num iceberg, os devaneios e planos de um indivíduo podem naufragar por desconhecer a grandeza e sabedoria de seu inconsciente.

                    Aquele que se conhece sabe fazer melhores e mais proveitosas escolhas. E, os sonhos podem ser um dos caminhos para o autoconhecimento.