Na medida certa
Amizades no ambiente de trabalho são bastante positivas, porém, é necessário estar atento aos limites

 

 


                O velho ditado “amigos, amigos, negócios à parte” também deve nortear as relações de amizade no trabalho. Afinal, se por um lado um ambiente equilibrado e marcado pelo coleguismo é importante para o bom exercício das atividades, o excesso de intimidade pode trazer sérias consequências – tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. “A amizade no trabalho é prejudicial quando a pessoa, por imaturidade, acaba querendo fazer do local uma extensão de sua sala de visitas”, explica Anyara Lasheras, psicóloga clínica com especialização em Psicologia Analítica e ampla experiência em orientações sobre qualidade de vida a empresas.


            Segundo Anyara, aprender a dizer não a si mesmo e ao outro é a primeira atitude que o profissional precisa adotar, sem se preocupar, no momento, se o amigo ficará chateado – isso será resolvido depois. “Além disso, é necessário lembrar que qualquer excesso é prejudicial e  deve ser evitado. No caso de amizades no trabalho, a pessoa pode ser levada a distrações, perda de produtividade, conflitos, descompensações emocionais e formação de grupos rivais, aspectos que, sem dúvida, prejudicarão o profissional e a empresa”, conta.


            No entanto, quando bem dosada, a amizade e a parceria se tornam fontes de satisfação pessoal, aumento de produtividade e de recursos para a empresa. “Amizades acontecem e se desenvolvem naturalmente. Deve-se, sim, procurar desenvolver o coleguismo, a cooperação e o respeito para com todos, a fim de se ter um ambiente harmonioso e consequentemente mais produtivo. Na verdade, é necessário procurar ser amigo, e não ter amigos”, conclui a psicóloga.
 

Matéria na Revista Com Você, ano 3 / nº 35 / março 2010 - revista com publicação interna mensal distribuída a todos os colaboradores da divisão Bayer Schering Pharma do Brasil