Algumas palavras sobre autoestima

 

 

            

                        Tenho me deparado com muitas pessoas que se consideram “menos” do que as outras em razão da atividade que exercem ou por não estarem exercendo alguma atividade remunerada (desempregados, aposentados, donas de casa, etc.) ou ainda em razão do que possuem ou não possuem.

 

                        E me pergunto: por que essas pessoas não enxergam que o que são, como pessoas, é muito maior do que fazem ou têm?! É a diferença entre o ser e o estar. Eu sou a Anyara, eu não sou a psicóloga. Na verdade, eu estou psicóloga quando estou atendendo meus pacientes. O estar é sempre momentâneo, que pode ou não ocorrer. Hoje tenho um carro, amanhã posso não tê-lo, mas quem eu sou é uma constante. Sou a Anyara, trabalhando ou não, tendo um carro ou não. Eu não sou minha atividade ou as coisas que possuo.

 

                        Então, ter autoestima significa gostar de si mesmo (a) tenha ou não tenha o trabalho mais valorizado, tenha ou não tenha os objetos mais cobiçados. Ter autoestima significa fazer o meu melhor por mim, me dar respeito e valor e não ficar esperando nada de ninguém. Esperar dos outros, atenção, valorização, respeito e reconhecimento, é o caminho errado para a autoestima e para a felicidade. Ou eu me dou isto ou não terei. Medir minha estima pelo que me dão é bobagem visto que cada um dá o que quer quando quer, independente do que se faça ou deixe de fazer.

 

                        Temos que reaprender algumas coisas que são muito importantes para podermos alcançar uma boa autoestima e a felicidade. Autoestima equivale a eu me estimo, me gosto, me dou na medida do que posso naquele momento. No próximo momento, posso me dar ou me dar menos. Não é ficar esperando que os outros me estimem, gostem de mim ou me deem alguma coisa como uma criança mimada cheia de “eu quero”, ou uma criança exigente: “você tem que me dar o que eu quero e agora”, ou ainda uma criança boazinha: “eu tenho que fazer o que para  agradar você e receber o que quero?” Tudo isso é imaturidade. Ser maduro é saber que tudo depende de você, de seus anseios, de suas escolhas, de sua maneira de encarar a vida. E sua autoestima também só depende de você.

 

                        Por isso, não espere algum elogio para inflar-se, ou crítica para esvaziar-se. Você pode estar pleno (a) por sua conta. E por falar em críticas, que tal aprendermos a ouvi-las e a proferi-las?! A crítica é construída em cima de algo que você fez ou deixou de fazer, não é nada pessoal. Criticam-se gestos, atitudes, comportamentos, escolhas. Portanto, quando for criticar algo que alguém fez, deixe isso bem claro! Nada de dizer “você não presta pra nada”, quando simplesmente se queimou uma panela deixada no fogo ou quando se deixou roupas espalhadas pelo chão.

 

                        Ter autoestima é irradiar sua energia positiva a respeito de si mesmo (a) para o mundo exterior. É propagar o seu charme pessoal independente de estar na moda, ter se submetido à cirurgia plástica, ter o carro do ano, estar numa posição profissional de prestígio ou ter aquele (a) parceiro (a) afetiva perfeita.

 

                        Ser você e aceitar-se é o caminho para conquistar o seu prestígio pessoal.